Europa Novembro 2007

Segue aqui um resumo da viagem que acabei de fazer (de 3 a 19/ Novembro) para o sul da Alemanha, Áustria e Itália (Florença e região)… Algumas fotos anexas e opiniões de melhores momentos…

Munique

Ficamos na casa de um casal amigo da MS (Breno e Gisele) em Unterschleissheim (acho que é assim que escreve… aliás, ô língua FDP esse alemão…), a 20 min do centro da cidade.  Muito legal, pois a casa era super confortável e  o custo zero J . Destaques da cidade:  Centro histórico (Alten Rathaus, Neue Rathaus, Hofbrauhaus, Marienkirche, Residensz…) Cerveja com joelho de porco e o Englishergarten. Aliás, no dito parque, vi uma coisa interessante que nunca havia visto: Surfe no rio. Os caras aproveitam uma corredeira, perto de uma ponte na beira do parque, onde se forma uma “onda” no rio e ficam surfando no mesmo lugar. Tirei várias fotos. Obs: Imagina o frio que os caras “esperando a vez” passavam (temperatura ambiente estava menos de 5º C).

Pegamos um carro e descemos pela Romantichestrasse (??) – vou parar de tentar escrever em alemão… – em direção ao sul. Paramos em Dachau para visitar o memorial do campo de concentração dali, onde morreram + 30,000 pessoas, judeus, em grande parte. Fomos num dia cinza, que aumentou a sensação de que o local é o cenário perfeito para acontecimentos muito tristes. Phohoda… Mas a experiência valeu, apesar de chocante, pois é uma parte da história. Obs:  A estrutura dos fornos e câmaras de gás estão lá para visitação. Bem pesada a coisa.

No mesmo dia continuamos na estrada e paramos em Füssen, para visitar o Castelo de Neuschweinstein(?), do Leopoldo – o louco. Local perfeito para um castelo medieval: no alto de uma montanha, com mais montanhas nevadas ao fundo, e um lago alpino abaixo. Detalhe: foi construído no fim do século XIX, ou seja, é relativamente “novo” e apenas “imita” um castelo medieval. Custou uma grana preta e o tal do Lepold quase quebrou a Bavária com esse e mais 2 castelos que construiu. Mas é tudo bem bonito e era o sonho da Dani conhecer este cartão postal, pois ela tinha montado um quebra cabeças do cenário quando pequena.

Muitas fotos depois, paramos numa cidade alpina ali perto chamada Mittelwald, quase na fronteira com Áustria. Depois de um jantar típico, pegamos uma bela pensão na base das montanhas, perto do teleférico (Kartner Alm) e acordamos com a cidade sob neve, com um céu meio cinza, mas com uma paisagem dos Alpes (Mt Kartner e Karwendel) muito bonita. Saimos dali no dia seguinte, pois apesar da neve ser bonita, nosso carro estava sem pneus de inverno… Caghada… Fomos para a próxima parada na Áustria, depois de passar rapidamente por Garmisch (outra cidade alpina):

Salzburg

Cidade beeeeem legal, e apesar de meio grande e com um trânsito chato, tem um centro histórico bem bonito (sem carros), com uma fortaleza que  olha a cidade do alto de um morro. Bons restaurantes, bares e música clássica. Tem umas feiras de bugigangas e comidas legais também. Deixamos o carro no hotel e só andamos a pé, como foi em todas cidades. O localmeio que vive da fama de Salzburg ser a cidade natal do Mozart (que ainda jovem foi para Vienna e lá fez fama de verdade). Tem quinquilharia do Mozart pra tudo que é lado, além de lojas especializadas em páscoa e Natal o ano todo…  Doces bons, mas não comam um bolinho de chocolate chamado Mugamploft ou algo do gênero… o treco é seco e horrível. Destaques para andar pelas ruas estreitas, a fortaleza ao anoitecer e para um concerto de piano no Schloss Mirabell – no mesmo local onde Mozart deu o primeiro concerto, acompanhado do pai. O engraçado é que o pianista, que era um jovem russo e meio cego, estava no nosso hotel com a família e toda hora cruzávamos com ele. O cara tocava pra cacete, já tinha ganho vários prêmios de música no mundo todo, mas dava pra ver que era hiper simples e tímido.

Ficamos 2 dias em Salzburg e saímos para Vienna. Peguei uma phusta nevasca no caminho de volta, com muito vento. Teve umas horas que deu bastante medo, mas a temperatura não baixou de zero, então a estrada estava livre de gelo. Novamente, porém, os pneus de inverno fizeram falta.

Vienna

 Pegamos um hotelzinho/pensão (Pension Nossek)  MUITO bem localizado na Graben Strasse, bem no centro histórico de Vienna, perto do Stephansdom e dos cafés… Uma vista fantástica para as ruas centrais e pro Dom, por um preço razoável. Pura sorte, pois aparecemos lá sem reserva, seguindo recomendação do Lonely Planet. Por isso que as vezes é bom viajar fora de temporada. Passeamos pela cidade, visitamos igrejas e os prédios históricos. Entramos em vários cafés (tava frio … uns 2ºC de noite), de onde saíamos sempre muito fedidos de fumaça de cigarro. Ô povo pra fumar esses Vienenses (austríacos e alemães em geral…). Mas os cafés são muito legais mesmo. Destaques da cidade para o  Museu de História da arte – um dos mais bacanas que já vi (perto do centro) e para o Schloss Schoümbrum  – residência real bem preservada e transformada em um grande museu. Pena que o dia tava tão miserável de frio, que não pudemos passear mais pelos jardins. Ah: O rio Danúbio é totalmente overrated.

Pegamos o carro e voltamos para Munique, pois nosso vôo para Firenze saía de lá. Ainda visitamos mais umas coisas em Munique: Um belo restaurante num prédio histórico do centro (de 1300) e a Velha Pinacoteca de Munique – um museuzão bem impressionante também.

 

Firenze

Ficamos num phusta hotel ANIMAL, já que a Dani foi a trabalho. Chamava Grand Hotel, na praça Ognissanti, num palácio do sec XVIII modernizado, bem na margem do Arno. Nosso quarto tinha vistas para a Ponte S. Trinitá e Ponte Vecchio. Style… só parava carrão na porta… com direito a garrafa de champagne de boas vindas no quarto (na verdade, nos confundiram com um hóspede chamado Mr. Sears, mas tomamos  a champers mesmo assim) .

Em Firenze a Dani foi a trabalho… Tinha uma reunião internacional e trabalhou nos primeiros 4 dias, enquanto eu passava o dia passeando pela cidade (a pé ou de bike, que o hotel fornecia). No fim do dia eu voltava pro hotel e jantava com ela e pessoal da MS. Até que foi ok, pois os jantares saíam na faixa (ótimos restaurantes – destaque para o”Il Latini”) e nem falávamos tanto de trabalho.  Já conhecia Firenze, mas dessa vez tive mais de 1 semana e destrinchei a cidade a fundo: Montes de galerias, igrejas e becos . Fazia um friozinho, especialmente de noite, mas nada demais e o tempo estava bem bom (só choveu um pouco dois dos dias). Num dos dias mais bonitos, peguei um trem e fui para Pisa e Lucca (terra dos meus bisavós) e passeei por lá também. Quando a Dani se liberou do trabalho, fomos à Uffizzi (um pouco decepcionante para ser sincero) mais umas igrejas e museus e ainda passeamos mais por 3 dias. Destaques da cidade para a Opera de Sta Croce, Capela Pazzi, Mosteiro de San Marco, Igreja de San Miniato al Monte (phusta vista animal da cidade) e o restaurante “Cantineta Antinori” – onde obtive um macarrão com trufas, Pappardelle com coelho e um javali ensopado muito animalescos. Para quem gosta de andar a esmo por ruelas, praças, etc. Firenze é uma boa pedida.

O chato é ter que voltar para o trabalho e ver 5000 emails não lidos…

Abraço,

 

Rodrigo 

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